19
jun
11

Drogas cloroformio

 

Clorofórmio

 

 

O clorofórmio, conhecido também por triclorometano, é um líquido incolor e volátil que produz efeito anestésico. É popularmente conhecido como “loló”, “cola de sapateiro”, “cheirinho” e “lança perfume”.

 

 Composição Química

 

O clorofórmio é um composto químico formado por três moléculas de cloro, uma de carbono e uma de hidrogênio. Juntas, essas moléculas formam o  CHCl3 que constitui o clorofórmio.

 

Propriedades

 

Massa molar: 119,38 g/mol

 

○ Solubilidade em água: 0,8 g/100 ml a 20 °C

 

○ Aparência: Líquido incolor

 

○ Densidade: 1,48 g/cm³, líquido

 

○ Ponto de fusão: -63,5 °C

 

○ Ponto de ebulição: 61,2 °C

 

○ Formula molecular: CHCl3

 

○ Estrutura: Tetraédrica

 

 

 

 Fórmula estrutural do clorofórmio.

 

Efeitos no organismo

Por ser muito volátil absorve calor da pele. O que ocorre é que com a temperatura reduzida, os nervos sensitivos não exercem suas funções e a sensação de dor também é diminuída.

Descoberto em 1831, o clorofórmio substituía o álcool por provocar euforia e desinibição. Foi utilizado como anestésico em cirurgias e partos.

 O que fez com que os médicos o abandonassem como anestésico em cirurgias e partos foi a comprovação de que esta droga poderia ocasionar morte súbita por depressão circulatória.

 O clorofórmio produz dependência e suas principais vias de contato compreendem a ingestão, a inalação e o contato dérmico.

Se ingerido pode causar queimadura na boca e garganta, dor no peito e vômito, em grande quantidade pode ser letal.

Provoca irritação à pele, olhos e trato respiratório. Atinge o sistema nervoso central, rins, sistema cardiovascular, e fígado. Pode causar câncer dependendo do nível e da duração da exposição.

A inalação do clorofórmio causa desde excitação, euforia, impulsividade, agressividade, confusão, desorientação, visão embaralhada, perda de autocontrole, alucinação, sonolência, inconsciência até convulsões, decorrentes de estágios mais graves onde há intoxicação.

O clorofórmio é usado ilegalmente por um grande número de meninos de rua e estudantes, por ser volátil, evapora à temperatura ambiente, sua inalação é facilitada.

 

Dependência e Abstinência

A dependência química (ou dependência física) é um estado resultante do uso habitual de uma droga, no qual existem sintomas físicos negativos de abstinência quando há interrupção abrupta.

A dependência química é diferente de vício. O vício é geralmente caracterizado pela necessidade compulsiva pela droga, enquanto a dependência química é definida pela tolerância à droga e sintomas de abstinência quando há descontinuidade no uso. O vício de drogas é considerado um estado patológico.

Sintomas de abstinência decorrente de dependência química

 Os sintomas da abstinência incluem elevação dos batimentos cardíacos e/ou pressão sanguínea, sudorese, e tremores. Sintomas mais graves que precisam de cuidados médicos imediatos incluem confusão, alucinações e convulsões.

 

Tratamento da dependência química

 O tratamento da dependência química depende da droga cujo uso está sendo eliminado e geralmente inclui a administração de outra droga, especialmente para substâncias que podem ser perigosas quando têm seu uso abruptamente descontinuado. O tratamento geralmente requer a iniciação e então a diminuição gradual de medicação que tem ação similar no cérebro porém meia-vida maior.

 Síndrome de abstinência é o “conjunto de modificações orgânicas que se dão em razão da suspensão brusca do consumo de droga geradora de dependência física e psíquica. Caracteriza–se em geral por alucinações e crises convulsivas.

A síndrome de abstinência apresenta sintomas como disforia, insônia, ansiedade, irritabilidade, náusea, agitação, taquicardia e hipertensão. É muito importante, para seu correto tratamento, a identificação inicial do tipo de droga usada porque as complicações diferem de acordo com a substância.

 Reflita

O uso das drogas causa muitas coisas ruins. Não vale apena ter um “momento de prazer” quando se usa a droga e depois ganhar vários problemas devido a isso. Busque felicidade em coisas duradouras e saudaveis. Diga não as drogas!

 

– Drogas Não!

 

19
jun
11

Metodos contraceptivos

 

Métodos  

 

Contraceptivos

 

 

– Métodos de barreira física

Imobilizam os espermatozóides, impedindo-os de entrar em contacto com o óvulo e de haver fecundação.

– Espermicidas (sob a forma de óvulos, creme ou espuma)

Utilização: aplicação vaginal antes do início da relação sexual.
Probabilidade de engravidar: no índice de Pearl (número de gravidezes indesejadas, em 100 mulheres, durante 1 ano de uso do método), tem uma taxa de falha entre 7 a 10.

Vantagens: não precisam de receita médica.

Desvantagens: têm baixa eficácia quando utilizados isoladamente e não protegem das doenças sexualmente transmissíveis (DST), pelo que devem ser associados ao uso do preservativo; podem causar irritações ou alergias em ambos os parceiros.

Preservativo masculino

Utilização: um por cada relação.

Probabilidade de engravidar: índice de Pearl: 4,5 a 6.

Vantagens: é o único método indicado para a prevenção das DST; não precisa de receita médica.

Desvantagens: no caso de má colocação ou rotura durante o ato sexual, perde a sua eficácia; ocasionalmente, pode causar alergia.

– Métodos hormonais

Atuam inibindo a estimulação do ovário, não permitindo a ovulação.

Probabilidade de engravidar: índice de Pearl: inferior a 1.

Vantagens: além da ótima eficácia contraceptiva, desempenham um papel protetor contra várias doenças (em particular, doenças benignas da mama e do ovário e osteoporose); ajudam à regular os ciclos menstruais e minimizam as dores pré-menstruais (dismenorria); diminuem o risco de cancro do ovário e do endométrio; melhoram a acne.

Pílula oral

Utilização: 3 semanas de 1 comprimido diário, 1 semana de descanso sem terapêutica.

Desvantagens: fácil esquecimento; influência medicamentosa; vômitos ou diarréias.

Adesivo dérmico

Utilização: 1 por semana durante 3 semanas. Deve ser colocado na face externa e superior do braço ou aplicado acima da linha dos pêlos púbicos.

Vantagem adicional: não obriga a um cuidado diário.

Desvantagem: é preciso ter cuidado na frequência de saunas e banhos turcos ou com a aplicação de cremes na pele, para evitar o descolamento do adesivo.

Anel vaginal

Utilização: anel flexível contendo uma baixa dosagem hormonal que a própria mulher aplica na vagina só uma vez por mês e retira ao fim de três semanas.

Vantagem adicional: muito prático; existe um serviço gratuito de alertas via sms para lembrar o dia de aplicar e retirar o anel, o que diminui o risco de esquecer o seu uso.

Desvantagens: receio da mulher em saber aplicá-lo.

Implante subdérmico

Utilização: bastonete de plástico com 4 cm de comprimento por 2 mm de diâmetro que é colocado na face interna do braço, por baixo da pele, assegurando uma eficácia contraceptiva durante três anos. A sua colocação exige o recurso a anestesia local e é aplicado, pelo médico, através duma agulha.

Vantagem adicional: elimina o risco de esquecimento; indicado para mulheres com história de anemia e de menstruações abundantes e para as que não podem ou não querem usar estrogênios.

Desvantagens: algumas mulheres (cerca de 20%) podem manter-se sem menstruação durante algum tempo (muitas delas consideram uma vantagem); o implante pode ser sentido através duma palpação digital.

Injeção trimestral

Utilização: Injeção de hormônios sexuais femininas, com duração de eficácia contraceptiva de três meses.

Vantagem adicional: elimina o risco de esquecimento.

Desvantagens: a sua ação não só não pode ser interrompida como pode prolongar-se para além dos 3 meses (até 12 meses), não permitindo retomar de imediato a capacidade reprodutiva quando desejada; ciclo menstrual irregular e amenorreia (ausência de menstruação).

– Dispositivos intra-uterinos (DIU)

Utilização: são colocados, pelo médico, dentro da cavidade uterina para impedir que haja fecundação e que o óvulo fecundado se implante na parede do útero. Podem ser medicados com uma espiral de cobre ou com uma hormônio (progesterona), aumentando a sua eficácia. Têm duração entre três a cinco anos.

Probabilidade de engravidar: índice de Pearl: 1,2 a 1,7.

Vantagens: alternativa para mulheres que não possam ou não queiram utilizar contracepção hormonal e que desejem uma contracepção prolongada.

Desvantagens: provoca fluxos menstruais mais abundantes e ligeiro aumento de dores pré menstruais nas mulheres com essa propensão.

– Métodos comportamentais

 

 

São métodos que se baseiam apenas no comportamento dos indivíduos que praticam o ato sexual.

Os três listados abaixo possuem a desvantagem de não funcionar sempre, não sendo muito recomendado por isso.

Coito interrompido
Consiste em retirar o pênis de dentro da vagina momentos antes da ejaculação. Esse método é bastante falho, pois antes da ejaculação é expelido outro líquido, lubrificante, que também contém espermatozóides capazes de fecundar o óvulo.

Muco ou Billings
A mulher introduz o dedo na vagina a fim de perceber o nível de umidade e viscosidade do muco vaginal, detectando assim se está no dia fértil ou não. Assim ela pode evitar ter relações sexuais nos dias em que o risco de gravidez é maior. É importante que a verificação seja feita com o muco da vagina, e em momentos em que não se tenha excitação sexual, pois esta aumenta a umidade. É um método falho, pois depende muito da interpretação da mulher, e também porque outros fatores podem influenciar na consistência do muco, como calcinhas apertadas, infecções, excitação, etc. Esse método serve mais para saber o dia em que se deve ter relações sexuais afim de ter uma gravidez do que evitá-la.

Tabelinha
É uma tabela do ciclo hormonal e fértil da mulher, detectando assim, os dias em que pode ter relações sexuais com menor risco de gravidez.
Todo mês, deve-se marcar em um calendário a data de início da menstruação. Isto deve ser feito por no mínimo seis meses, para que se tenha uma informação correta sobre o ciclo hormonal. O número de dias entre as menstruações dividido por dois indica o meio do ciclo. Nos três dias antes e depois do meio (incluindo o dia de referência), não se deve ter relações sexuais, ou utilizar camisinha.

Toda mulher possui um ciclo hormonal diferente, então é muito importante ficar os seis meses criando a tabela com as informações dos ciclos. Por exemplo, uma mulher que inicia o ciclo menstrual no primeiro dia do mês, e tem outra menstruação no dia 28, tem um ciclo menstrual de 28 dias, sendo férteis os dias 11, 12, 13, 14, 15, 16 e 17, quando o óvulo está sendo liberado.
Se no período de “testes” for detectado uma variação maior que 10 dias entre os ciclos mais longos e curtos, esse método não é recomendado. Também deve ser evitado por mulheres que têm o ciclo irregular, seja por qualquer motivo. Importante lembrar que nem sempre os dias do ciclo serão numericamente iguais aos do mês.

– Métodos Irreversíveis (esterilização)

 

Laqueadura ou Ligação de Trompas

 

Pequena intervenção cirúrgica sobre as trompas, interrompendo o canal que dá passagem aos óvulos na mulher (Laqueação de trompas) e dos espermatozóides no canal deferente do homem (Vasectomia). É um método definitivo, pelo que deve ser muito bem ponderado pelo casal. Probabilidade de engravidar: método muito eficaz.

Vantagens: liberta a mulher da preocupação de uso de contraceptivos.

Desvantagens: é muito difícil de recuperar a capacidade reprodutora, no caso do casal mudar de idéias em relação à sua reprodução.

Vasectomia

É uma cirurgia feita na bolsa escrotal do homem, por onde passa o canal deferente. Esse canal é cortado, impedindo que os espermatozóides cheguem ao esperma. Isso não faz com que o homem fique impotente, nem prejudica a produção de testosterona pelos testículos. Esse método contraceptivo só é feito por recomendação médica, sendo requisitos ter no mínimo 25 anos ou dois filhos vivos, e ter passado por grupos educativos, pois é um processo irreversível.

Vantagens: liberta o homem da preocupação de uso de contraceptivos.

Desvantagens: é quase impossível recuperar a capacidade reprodutora, no caso do casal mudar de idéias em relação à sua reprodução.

– Motivacional

 

Sexo não é acidental galera, se é pra fazer, vamos fazer direito.

06
jun
11

tirinha

08
maio
11

Estenose aórtica

 

Estenose Aórtica

 

A estenose é uma das principais lesões valvulares do coração. Chamamos de estenose quando o orifício de uma válvula cardíaca apresenta um diâmetro menor do que o normal, dificultando a passagem do sangue.

O que é ?

A estenose da valva aórtica (ou simplesmente estenose aórtica) é uma patologia do coração definida como uma abertura incompleta da valva aórtica, gerando um gradiente pressórico sistólico entre o ventrículo esquerdo (VE) e a raiz da artéria aorta.

Causas

Dentre as causas da estenose aórtica, temos:

► A febre reumática, que consiste em uma complicação de uma infecção por uma bactéria específica, o estreptococo. É uma doença inflamatória que atinge as articulações.

► calcificações em válvulas bicúspides congênitas, ou depósitos de cálcio em válvulas de idosos e previamente normais. Esses acúmulos prejudicam o funcionamento correto da válvula.

A Válvula aórtica

A valva aórtica controla a direção do fluxo de sangue a partir do ventrículo esquerdo em direção à artéria aorta. Quando funcionando adequadamente, a valva aórtica não impede o fluxo de sangue entre estes dois espaços. Em algumas circunstâncias, a valva aórtica se torna mais estreita (estenótica) que o normal, impedindo ou diminuindo o fluxo de sangue.

A área total normal da válvula aórtica é de 3 a 4 cm². Quando a lesão apresenta uma área menor do que 0,8 a 1,0 cm² altera-se severamente a função cardíaca e o prognóstico sem correção é mau, com 50% de mortalidade em 3 anos.

 Tratamento

O tratamento pode ser cirúrgico, uma troca de válvula tem uma mortalidade de 2 a 5% e chega a ficar acima de 10% para pessoas com mais de 75 anos. Um tratamento alternativo é a valvuloplastia percutânea por balão, esse tratamento consiste na dilatação da válvula estenosada (estreitada ) usando um cateter que permite a visualização da válvula estenosada contendo um balão na sua ponta. O médico introduz o cateter através da válvula estenosa que é inflado no momento adequado para dilatar a válvula. Esse tratamento pode aliviar os sintomas; contudo as recidivas aparecem em pouco tempo, principalmente nos idosos com calcificações. Só tem indicações para pessoas mais jovens e para os quais existirem outras razões para não serem submetidas a uma troca de válvula.

Cateter de válvula aórtica
 

Descrição do Procedimento

 VALVULOPLASTIA PERCUTÂNEA POR BALÃO

 

· O paciente recebe um sedativo antes do procedimento para ajudá-lo a relaxar. Entretanto ele permanecerá acordado durante o procedimento.

· O local de introdução do cateter (virilha ou braço) é limpo com soluções anticépticas.

· É feito anestesia local após a qual é feita a introdução do cateter no vaso sanguíneo e dirigido até o coração.

· O médico acompanha a trajetória do cateter através de monitores na sala.

· A visualização da válvula é feita por meio de contraste injetado pelo cateter. Neste momento ocorre uma sensação de calor passageira. Uma vez no local o balão é insuflado. O balão pode ser insuflado algumas vezes até ser atingida a dilatação desejada.

O procedimento dura cerda de duas horas dependendo das condições da válvula do paciente. Em alguns casos quando o procedimento não é bem sucedido pode ser necessária a correção cirúrgica da válvula.

 

Curiosidade

A Estenose Aórtica ocorre predominantemente (80%) em homens.  

11
abr
11

Sistemacardiovascular

 

 Sistema

 

Cardiovascular

 

O sistema circulatório também chamado de sistema cardiovascular é constituído por: coração, vasos sanguíneos (artérias, veias e capilares). É o responsável, através do transporte do sangue, pela condução, distribuição e remoção das mais diversas substâncias dos e para os tecidos.

O sistema cardiovascular é fechado, completo e com sangue em todos os seres do subfilo dos vertebrados (dividido em sete classes, três classes de peixes, e as outras de anfíbios, répteis, aves e mamíferos), exceto nos ciclostomados (peixe-bruxa e lampreia) além dos anelídeos e cefalópodes, na qual o sangue nunca sai da rede de vasos sanguíneos composta por veias, artérias e capilares.

Um sistema cardiovascular diz-se fechado quando as células do sangue estão sempre dentro de vasos sanguíneos. Este sistema é composto por um líquido que leva nutrientes às células e elimina seus resíduos. O líquido, bombeado pelo coração, pode ser incolor, chamado de hemolinfa (presente nos insetos) ou plasma (chamado sangue).

 Um sistema cardiovascular diz-se completo quando o sangue venoso separa-se completamente do sangue arterial.

Contudo a circulação nos vertebrados possui diferenças referentes a sua evolução de natureza estrutural, molecular ou anatômica, de acordo com o grupo taxonômico. Sendo por exemplo:

– A presença de hemácias anucleadas (nos mamiferos) e nucleadas (nas aves).

– A disposição e a conformação das cavidades que formam o coração, visto que o sistema circulatório pode ser :

Simples → Quando o sangue passa apenas uma vez pelo coração (um ciclo)

Dupla → Quando o sangue passa duas vezes pelo coração( dois ciclos/ um arterial e outro venoso)

Completo → Quando o sangue arterial não se mistura com o venoso

Incompleto → Quando o sangue arterial se mistura com o venoso.

Sistema Cardiovascular em peixes

O sistema cardiovascular dos peixes é essencialmente um sistema simples, em que o sangue não oxigenado passa pelo coração. Daí, ele é bombeado para as brânquias, oxigenado e então, distribuído para o corpo. O coração possui quatro câmaras, mas somente duas delas (o átrio e o ventrículo) correspondem às quatro câmaras (átrios pares e ventrículos pares) dos vertebrados superiores. A primeira câmara do coração de um peixe, ou câmara receptora, é chamada de seio venoso. Tem uma parede fina como a câmara seguinte, o átrio, para qual o sangue passa. Do átrio, o sangue passa para o ventrículo, que tem paredes espessas, e é bombeado para fora, passando do cone arterioso para a aorta ventral. O sangue da aorta ventral vai para a região branquial para ser oxigenado, passando pelos vasos brânquiais aferentes, depois disso, sai das brânquias através das alças coletoras eferentes e vai para a aorta dorsal. O sistema venoso é constituído pela veia cardinal comum, que entra no seio venoso de cada lado do corpo do peixe, sendo constituída pela fusão das cardinais anteriores e posteriores. O sangue da cabeça é coletado pelas cardinais anteriores e o sangue dos rins e das gônadas é coletado pelas cardinais posteriores. As veias abdominais laterais pares, que recebem o sangue da parede do corpo e dos apêndices pares, também entram na veias cardinais comuns. O sistema porta-renal é formado pela veia caudal e pelas duas veias porta-renais, situadas lateralmente aos rins. O sangue da região caudal passa da veia caudal para as veias porta-renais e entra nos capilares dos rins. O sistema porta-hepático coleta o sangue do estômago e do intestino e devolve-o ao fígado, de onde, depois de atravessar uma série de sinusóides, ele passa para o seio venoso por meio das veias hepáticas pares.

Sistema cardiovascular em Anfíbios

Nos anfíbios e répteis, há sistema circulatório triplo; o que quer dizer que há dois ciclos pelo qual o sangue passa, um no qual o sangue é oxigenado e outro no qual ele é distribuído pelo corpo. No entanto, nem sempre o coração é totalmente separado em duas bombas. Os anfíbios possuem um coração com três câmaras.

A circulação nos anfíbios é dita fechada (o sangue sempre permanece em vasos), dupla (há o circuito corpóreo e o circuito pulmonar) e incompleta (já que há mistura do sangue venoso e artérial no coração). O coração do anfíbio apresenta apenas três cavidades: dois átrios, nos quais há chegada de sangue ao coração; e um ventrículo, no qual o sangue é direcionado ao pulmão ou ao corpo do animal.

Sistema cardiovascular dos répteis

 Assim como a dos anfíbios e dupla e incompleta. O coração é subdividido em três partes (dois átrios e um ventrículo), entretanto em alguns répteis os ventrículos apresentam uma separação parcial denominada de Septo de Sabatier.

Nos répteis crocodilianos a circulação é dupla e completa, o coração possui quatro cavidades (dois átrios e dois ventrículos), podendo existir comunicação entre os ventrículos entre um orifício chamado forame de panizza.

Sistema cardiovascular das Aves

No sistema cardiovascular das aves, bem como nos mamíferos, o coração impulsiona o sangue através dos vasos sanguíneos e um padrão circulatório. O coração, nas aves, é proporcionalmente maior em tamanho, bate mais rápido e bombeia uma maior quantidade de sangue por unidade de tempo, quando comparado com mamíferos de peso semelhante. Já o sangue funciona como  meio de transporte dos substratos necessários para o metabolismo de cada célula do organismo, bem como carreia produtos do catabolismo para serem eliminados. O sangue também transporta hormônios e ajuda a regular a temperatura corporal. O coração das aves é localizado no tórax, com pequeno desvio à esquerda da linha mediana.

A freqüência cardíaca (batimentos/minutos) varia de 250 a 550 batimentos/minuto, em função das condições que a ave é submetida.O coração é uma bomba mecânica que impulsiona o sangue através dos vasos sanguíneos. Essa bomba trabalha em ciclo, primeiro enchendo-se de sangue e, então esvaziando-se. Porém, cada contração cardíaca é iniciada por um potencial de ação elétrico no interior das células musculares cardíacas.

Quando da excitação cardíaca, ocorre despolarização das células e conseqüente contração muscular (sístole). A seguir ocorre a repolarização  com relaxamento muscular (diástole), essas atividades podem ser registradas o compõem o chamado eletrocardiograma.

O sistema circulatório das aves, bem como dos mamíferos, é um sistema fechado, ou seja, o sistema arteriovenoso/coração possui um volume de sangue que é fixo, representando aproximadamente 7% do peso corporal do animal. Esse fato implica que caso haja necessidade de maior demanda no tecido periférico , o trabalho do coração tem de aumentar, a fim de que o sangue passe um número maior de vezes pelo pulmão para oxigenação, pois não existe a possibilidade de aumento agudo no volume sanguíneo para atender a maior demanda tecidual de oxigênio. Várias são as ocasiões que o volume cardíaco tem de aumentar para atender as necessidades do animal, por exemplo: durante a fase rápida de crescimento, rações excessivamente energéticas, estresse pelo calor.

Coração= 4 câmaras separadas = 2 átrios(ou aurículas) + 2ventrículos.

Os glóbulos vermelhos são ovais e nucleados.

O arco aórtico é único e projetado para a direita.

O coração é assimétrico, sendo o lado esquerdo cerca de 3 vezes maior.

Circulação dupla:02 veias cavas anteriores + 01 veia cava posterior →aurícula direita →ventrículo direito →artéria pulmonar →pulmões →veia pulmonar →aurícula esquerda →ventrículo esquerdo →arco aórtico direito →artérias: carótida (pescoço e cabeça) + branquial (asa) + peitoral (músculos do vôo) + aorta dorsal (órgãos internos) →veias cavas.

As duas cavas anteriores coletam o sangue da parte anterior da ave.

Uma única veia cava posterior é formada por duas grandes veias ilíacas que drenam o sangue das patas posteriores e do corpo.

Sistema cardiovascular dos Mamiferos

Sua circulação é fechada e o sangue não se mistura.

 Tem coração tetracavitario, com quatro cavidades ou câmaras, sendo elas exatamente dois átrios e dois ventrículos. O que separa totalmente o sangue venoso do arterial são os septos interatrias e interventriculares. Os átrios e ventrículos se conectam através de válvulas que dão certeza ao fluxo sanguíneo, não permitindo que o sangue volte para a etapa anterior.

 A circulação se divide em duas etapas: circulação maior (que será a partida do sangue arterial do coração para o corpo e depois o que sobrou da distribuição ira de volta para o coração, ou seja, coração – corpo, corpo – coração) e circulação menor (que será o envio do sangue venoso contido no coração, este vindo do corpo, para o pulmão e depois o transporte do sangue agora arterial até os pulmões, ou seja, coração – pulmão, pulmão – coração).

 Exatamente por causa desse sistema de circulação e separação do sangue, as aves e mamíferos tem a possibilidade de ter o chamado ‘sangue quente’ e logo, maior energia corporal. Os mamíferos e aves parecem ser o auge da evolução, com todo o sistema perfeito.

 Sangue saindo para os tecidos/ Sangue entrando no coração

 

Curiosidades:

Certos animais como a planária (classe Turbellaria, filo Plathelminthes) não apresentam sistema circulatório. Os nutrientes, gases e excretas são transportados por difusão. É eficiente apenas para animais de dimensões reduzidas, com elevada relação S/V (Superfície/Volume). Isso é comum em poríferos, cnidários, platelmintos e asquelmintos.

19
mar
11

Divulgação do Melhor Blog da Sala.

Galera, hoje vamos falar do blog dos nossos colegas Gabriel Resende e Bruno Almeida, mais conhecidos aí por baiano e mauro. O Blog deles ficou muito bom, o texto está bem explicado e não deixa dúvidas, podem estudar por aqui e não se preocuparem na prova. E confiram o post sobre Enterite por salmonela, aposto que muita gente não sabe que doença é essa, então leiam e previnam-se.

Link do Blog: http://gabrielrbrunoabioifes.wordpress.com/

Felipe e Lorena

28
fev
11

  

  

Sistema Respiratório

  

O sistema respiratório é um conjunto de órgãos cuja função é realizar as trocas gasosas do organismo dos animais com o meio ambiente ou seja a hematose pulmonar, possibilitando a respiração celular

Hematose Pulmonar

A hematose pulmonar é um processo químico-molecular que visa a estabilização das trocas gasosas entre o dióxido de carbono por oxigênio. Ela ocorre a :

→nivel celular (hematose celular)
→nivel pulmonar (hematose pulmonar)

A hematose pulmonar,é, portanto, o intercâmbio, no caso de difusão indireta, de oxigênio e dióxido de carbono nas paredes dos alvéolos pulmonares, entre o ar e o sangue, permitindo a oxigenação do sangue venoso, que se torna arterial. A hematose é uma consequência da respiração aeróbia. Essas trocas gasosas ocorrem nos alveólos dos pulmões.  

Ventilação pulmonar

Ventilação pulmonar é a renovação do ar da via condutora de ar para os pulmões e do ar do espaço alveolar que ocorre durante a inspiração e expiração pulmonar.

Para que seja possível uma adequada difusão de gases através da membrana do alvéolo, oxigênio passando do interior dos alvéolos para o sangue presente nos capilares pulmonares e o dióxido de carbono se difundindo em sentido contrário, é necessário um processo constante de ventilação pulmonar.

O fornecimento de oxigênio nos animais é realizado pelo sistema respiratório. Através deste, parte do oxigênio da atmosfera se difunde através da parede do alvéolo pulmonar e atinge a corrente sanguínea. A maior parte do oxigênio é transportado pela corrente sangüínea, através de uma ligação reversível com a hemoglobina, até os tecidos e as células de todos os órgãos. As células, após utilizarem oxigênio e nutrientes produzem dióxido de carbono que é transportado pela corrente sangüínea até os pulmões para ser eliminado na atmosfera, através da ventilação pulmonar.

Anatomia do sistema respiratório

  

– Nariz

O nariz, a parte superior da via respiratória, contém o órgão periférico do olfato, e é dividido em narinas direita e esquerda pelo septo nasal. Cada narina pode ser dividida em uma região olfatória e uma região respiratória. As funções do nariz e das cavidades nasais são: respiração, olfação, filtração de poeira, umidificação do ar inspirado, e recepção de secreções dos seios paranasais e dos ductos nasolacrimais.

– Pêlos 

Os pêlos servem para realizar a filtragem do ar, as narinas e o inicio da cavidade nasal, apresentam pêlos. Esta região é chamada de vestíbulo nasal. Estes pêlos formam uma rede que agrega as partículas maiores de poeira.

– Conchas Nasais

 A cavidade nasal propriamente dita, possui uma fina lâmina óssea, recoberta de um rico plexo venoso (vasos sanguíneos) e mucosa, que formará um turbilhonamento do ar que está sendo inspirado. Essas estruturas são chamadas de conchas nasais. Elas aquecem o ar inspirado por meio do plexo venoso e também umidificam por meio de sua mucosa constantemente úmida. Essa umidade serve de cola para pequenas partículas, bactérias, vírus que cheguem a ser inalados. O espaço por onde o ar passará, delimitado pelas conchas nasais, chama-se meato nasal. No fundo da cavidade nasal há um grupo de conchas nasais, denominadas conchas nasais etmoidais, que possuem como função também, a percepção de odores. O odor é uma molécula que se dissipa no ambiente por princípio de soluto e solvente.

 

– Cílios e muco 

 Os cílios, assim como os pêlos tem função de filtragem do ar. Os cílios são recobertos por um liquido pegajoso, o muco. Esse muco, juntamente com os cílios joga os microorganismos e poeira para fora do corpo ou para a garganta, e se forem engolidos seram digeridos pelas enzimas produzidas ao longo do tubo digestivo.

 

Faringe

A faringe é um órgão de dupla função, onde concentrará esforços no encaminhamento de alimento para o tubo digestório e ar para o respiratório. Primordialmente é constituído por um mecanismo valvular, composto por músculos, ossos e cartilagens.

A faringe possui três porções: nasofaringe (responsável pela passagem exclusiva de ar); orofaringe (responsável pela passagem facultativa de ar e alimento) e laringofaringe (ponto de encontro entre os dois sistemas). A laringofaringe é o local onde a porção respiratória começou a se desenvolver no embrião.

A nasofaringe apresenta no seu teto, as tonsilas faríngicas e um óstio faríngico da tuba auditiva, onde a pressão atmosférica poderá entrar em equilíbrio entre orelha média e ambiente externo, evitando rupturas do tímpano.

Laringe

A laringe é um órgão cartilaginoso de dupla função. Por ela passa o ar e se promove a vocalização. Esse órgão é composto por quatro tipos de cartilagens: uma epiglote, duas aritenóides, duas tireóides e uma cricóide. A epiglote é a cartilagem mais flexível, e que servirá de tampão para o adito da laringe (adito = abertura). Já as aritenóides são as cartilagens que terão a incumbência da tensão nas pregas vocais e produzir os sons. As tireóides formarão a cavidade de desaceleração do ar, a fim de que possa haver a turbulência necessária para a produção do som. Por fim, a cricóide é responsável pela coaptação da laringe à traquéia.

– Cordas Vocais 

  As cordas vocais constituem um tecido musculoso de duas pregas. O expulsar do ar por elas as fazem vibrar produzindo o som pelo qual nos comunicamos. As pregas são fibras elásticas que se distendem ou se relaxam pela ação dos músculos da laringe com isso modulando e modificando o som e permitindo todos os sons que produzimos enquanto falamos ou cantamos. A laringe possui uma cavidade chamada de vestíbulo da laringe, que vai do adito da laringe até as pregas vocais.

 

  

Traquéia

A traqueia é constituída por músculo liso, revestida internamente por um epitélio ciliado e externamente encontra-se reforçada por anéis de cartilagem.

– Anéis Cartilaginosos

Os anéis cartilaginosos são flexíveis e unidos por tecido conjuntivo fibroso. Eles ligam a laringe aos brônquios, são  incompletos, tem função de sustentação da traquéia e  impedem que esta via aérea colapse quando a pressão no tórax se torna negativa.

– Muco e Cílios

O epitélio mucociliar, que reveste as vias aéreas, tem um papel imprescindível na purificação do ar levado aos alvéolos pulmonares.

Quando inspirado, o ar carrega consigo impurezas como bactérias e poeira, que acabam por ficar retidas no muco. Os capilares então “varrem” essas impurezas em direção da faringe. Nesse local elas são então deglutidas ou empurradas para fora, através da tosse.

Doença dos Cílios imóveis

A doença dos cílios imóveis, também chamada de Doença de Kartagener, é determinada geneticamente, ou seja, passa de pai para filho. Ela causa uma alteração na síntese das proteínas dos túbulos. O batimento ciliar é prejudicado e os cílios se tornam imóveis, tornando assim o organismo suscetível a infecções respiratórias como a pneumonia, sinusite, etc.

Os capilares realizam um movimento síncrono, formando então uma espécie de “ondas” entre os cílios.

 

Brônquios , Bronquíolos e Alvéolos

Os brônquios são os tubos que levam o ar aos pulmões. A traquéia divide-se em dois brônquios (direito e esquerdo). Estes apresentam estrutura muito semelhante à da traquéia e são denominados brônquios de primeira ordem. Os brônquios se ramificam várias vezes até se transformarem em bronquíolos, um para cada alvéolo pulmonar, ao que se designa de árvore bronquial. Os brônquios têm a parede revestida internamente por um epitélio ciliado e externamente encontra-se reforçada por anéis de cartilagem, irregulares que, nas ramificações se manifestam como pequenas placas ou ilhas. A parede dos brônquios e bronquíolos é formada por músculo liso e a sua dilatação ou compressão pode ser controlada através de medicação específica.

Os alvéolos pulmonares são pequenas bolsas onde terminam os bronquíolos. Nos alvéolos ocorre a troca de gases entre o ar atmosférico que chega aos pulmões e o sangue dos capilares. Esse processo chama-se hematose.

 

Pulmões

Os pulmões humanos são órgãos esponjosos, com aproximadamente 25 cm de comprimento, sendo envolvidos por uma membrana serosa denominada pleura.

 

– Pleura 

 A pleura é uma membrana dupla, feito um saco, que envolve o pulmão. É uma fina capa membranosa.

– Lóbulos

 O pulmão direito conta com duas cesuras que o dividem em três lobos: inferior, médio e superior. Por outro lado, o esquerdo, ligeiramente mais pequeno, tem uma única cesura e apenas dois lobos: inferior e superior. Cada lobo pulmonar conta com vários segmentos, ventilados por brônquios específicos: dez no pulmão direito e dez no esquerdo, dos quais dois pertencentes ao lobo inferior constituem uma unidade conhecida como língula. Por conseguinte, cada segmento é formado por inúmeros pequenos lóbulos secundários, albergando cada um destes entre três a cinco ácinos, pequenas estruturas que correspondem às unidades funcionais dos pulmões, pois é nelas que se produz a troca de gases entre o ar e o sangue.

Movimentos respiratórios

 

– Musculos respiratórios

 A base de cada pulmão apóia-se no diafragma, órgão músculo-membranoso que separa o tórax do abdômen, presente apenas em mamíferos, promovendo, juntamente com os músculos intercostais, os movimentos respiratórios.  Localizado logo acima do estômago, o nervo frênico controla os movimentos do diafragma, enquanto os nervos intercostais são os responsáveis pelo controle dos movimentos dos músculos intercostais.

– Inspiração do ar 

 A entrada de ar nos pulmões, a inspiração, dá-se pela contração da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais (músculos que estão entre as costelas). O diafragma abaixa e as costelas elevam-se, com isso ocorre um aumento do volume da caixa torácica (estrutura óssea que protege os pulmões e o coração), fazendo com que o ar entre nos pulmões.

– Expiração do ar 

 Na saída de ar dos pulmões, a expiração, acontece o relaxamento da musculatura do diafragma e dos músculos intercostais, eleva-se o diafragma e as costelas abaixam, diminuindo assim o volume da caixa torácica, expulsando o ar dos pulmões. Nem todo ar é expulso dos pulmões, ficando um pequeno volume que permanece dentro dos alvéolos, evitando que haja um colapso nas finas paredes dos alvéolos.

O movimento respiratório é controlado por um centro nervoso localizado na medula espinal. Em condições normais esse centro produz impulso a cada 5 segundos, estimulando a contração da musculatura torácica e do diafragma, onde inspiramos. Contudo, quando o sangue torna-se mais ácidos devido ao aumento de gás carbônico (CO2), o centro respiratório medular induz a aceleração dos movimentos respiratórios.

Em caso de diminuição da concentração de gás oxigênio (O2) no sangue, o ritmo respiratório também é aumentado. Essa redução é detectada por receptores químicos localizados nas paredes da aorta e da artéria carótida.

Trocas Gasosas

 

– Transporte de gases respiratórios

O transporte de gás oxigênio está a cargo da hemoglobina, proteína presente nas hemácias. Cada molécula de hemoglobina combina-se com 4 moléculas de gás oxigênio, formando a oxi-hemoglobina.

O dióxido de carbono pode ser transportado no sangue de três modos principais:

Dissolvido no plasma – devido á baixa solubilidade na água deste gás, apenas 8% são transportados por esta via;

Combinado com a hemoglobina – uma percentagem ainda relativamente baixa, cerca de 11%, deste gás reage com a hemoglobina, formando a carbamino-hemoglobina (HbCO2);

Como hidrogenocarbonato (HCO3-) – a maioria das moléculas deslocam-se como este ião, cerca de 81%. Naturalmente este processo de reacção com a água é lento mas pode ser acelerado pela enzima dos glóbulos vermelhos anidrase carbónica.

Quando a pCO2 é elevada, como nos tecidos, reacção produz ácido carbônico (H2CO3), que se ioniza em HCO3-, o ião hidrogenocarbonato ou bicarbonato. Após a sua rápida formação no interior dos glóbulos vermelhos, o ião difunde-se para o plasma, onde é transportado até aos pulmões. Aí as reacções são revertidas e o CO2 é libertado para os alvéolos.

 

 

 Curiosidades

 

Porque Soluçamos?

 

 

 O soluço é resultado de uma contração involuntária do diafragma, um fino músculo que separa o tórax do abdômen e que, juntamente com os músculos intercostais externos, é responsável pelo controle da respiração. Seus movimentos de contração e relaxamento permitem que inspiremos e expiremos o ar e são controlados pelo nervo frênico, situado logo acima do estômago. Os incômodos do soluço surgem a partir de uma irritação do nervo frênico, cujas causas podem ser diversas (distensão gástrica pela ingestão de bebidas com gás, deglutição de ar ou alimentação em grande volume; mudanças súbitas da temperatura de alimentos ingeridos; modificações da temperatura corporal, como sauna seguida de ducha gelada; ingestão de bebidas alcoólicas; ou até mesmo gargalhadas). Quando ele fica ou sensibilizado, envia uma mensagem para o diafragma se contrair, o que dispara o soluço.

O característico barulhinho “hic, hic” surge quando ocorre fechamento súbito da glote (abertura superior da laringe, onde se localizam as cordas vocais), produzindo vibração nas cordas vocais.

Porque um susto pode curar um soluço?

 

Quando levamos um susto, provocamos uma forte inspiração, levando a um aumento do volume de ar nos pulmões. Os pulmões pressionam o diafragma, fazendo com que ele se estique e volte a funcionar normalmente. Mas existem maneiras menos drásticas que também funcionam: tomar um copo d’água com nariz tampado ou inspirar e segurar o ar por alguns instantes.

Como acontece o reflexo da tosse?

Os brônquios e a traquéia são tão sensíveis a um toque leve, que quantidades mínimas de material estranho ou substâncias que causam irritação iniciam o reflexo da tosse. Impulsos nervosos aferentes passam das vias respiratórias (principalmente pelo nervo vago) ao bulbo (medula oblonga), onde uma seqüência automática de eventos é disparada por circuitos neuronais locais, causando os seguintes efeitos:

– inspiração de até 2,5 litros de ar;

– fechamento da epiglote e das cordas vocais para aprisionar o ar no interior dos pulmões;

– contração forte dos músculos abdominais e dos músculos intercostais internos, empurrando o diafragma e provocando aumento rápido de pressão nos pulmões (de 100 mmHg ou mais);

– abertura súbita das cordas vocais e da epiglote e liberação do ar dos pulmões sob alta pressão.

Desta forma, o ar que é expelido de forma explosiva dos pulmões para o exterior se move tão rapidamente que carrega consigo qualquer material estranho que esteja presente nos brônquios e na traquéia.




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