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Sistema Digestório

                  

 

 Sistema Digestório

 

O sistema digestório assim como todos os outros sistemas que constituem o corpo é formado por diferentes órgãos que juntos tem a finalidade de realizar a digestão. A função da digestão é reduzir os alimentos a um tamanho adequado para que eles sejam aproveitados pelo organismo. Nesse processo, os nutrientes são absorvidos e utilizados pelo organismo para promoverem o crescimento e a renovação das células.

As macromoléculas são moléculas orgânicas de massa molecular relativa, constituídas de unidades estruturais que se repetem. Muitas destas moléculas, grandes e complexas, podem ser sintetizadas quase sempre pelos seres vivos.

As macromoléculas podem ser divididas em quatro maiores categorias:

Proteínas, ácidos nucléicos, polissacarídeos e lipídios.

Essas moléculas são responsáveis pelas funções das células:

– Proteção; 

 – Suporte Estrutural;

 – Transporte;

 – Fornecimento de Energia;

– Defesa;

– Regulação;

– Mobilidade;

– Armazenamento de Informação

– Armazenamento de Energia

A maioria das macromoléculas dentro da célula tem um curto período de vida em comparação com a vida da célula; à exceção do DNA, elas são constantemente quebradas e novas macromoléculas são sintetizadas. Conseqüentemente, muitas células contêm um suprimento (ou depósito) de precursores de baixo peso molecular que são facilmente incorporados nas macromoléculas. Estes incluem monossacarídeos, que são precursores dos polissacarídeos;aminoácidos,que são precursores das proteínas; nucleotídeos,que são os precursores dos ácidos nucléicos; e ácidos graxos, que são incorporados em lipídeos. As macromoléculas são “quebradas” para se tornarem monômeros, moléculas simples que são absorvidas mais facilmente pelo organismo.

– Anatomia do Sistema Digestório

 

 

Boca

Dentes:  

Os dentes são estruturas duras, calcificadas, presas ao maxilar superior e mandíbula, cuja atividade principal é a mastigação.

Em sua primeira dentição, o ser humano tem 20 peças que recebem o nome de dentes de leite. À medida que os maxilares crescem, estes dentes são substituídos por outros 32 do tipo permanente. As coroas dos dentes permanentes são de três tipos: os incisivos, os caninos ou presas e os molares. Os incisivos têm a forma de cinzel para facilitar o corte do alimento. Atrás dele, há três peças dentais usadas para rasgar. A primeira tem uma única cúspide pontiaguda. Em seguida, há dois dentes chamados pré-molares, cada um com duas cúspides. Atrás ficam os molares, que têm uma superfície de mastigação relativamente plana, o que permite triturar e moer os alimentos.

 

 Língua:

  A língua movimenta o alimento empurrando-o em direção a garganta, para que seja engolido. Na superfície da língua existem dezenas de papilas gustativas, cujas células sensoriais percebem os quatro sabores primários: amargo (A), azedo ou ácido (B), salgado (C) e doce (D). Da combinação desses quatro sabores são formados vários sabores distintos. A distribuição dos quatro tipos de receptores gustativos, na superfície da língua, não é homogênea.

 

Glândulas Salivares:

A presença do alimento na boca, estimulam as glândulas salivares a excretarem saliva, que contém a amilase salivar ou ptialina além de outras substâncias. A ptialina digere o amido e outros polissacarídeos (como o glicogênio), reduzindo-os em moléculas de maltose, um dissacarídeo formado de duas moléculas de glicose. Existem três glândulas salivares que lançam suas secreções na cavidade bucal. São elas: parótida, submandibular e sublingual.

 

  • Glândula parótida – Com massa variando entre 14 e 28 g, é a maior das três; situa-se na parte lateral da face, abaixo e adiante do pavilhão da orelha.
  • Glândula submandibular – É arredondada, mais ou menos do tamanho de uma noz.
  • Glândula sublingual – É a menor das três; fica abaixo da mucosa do assoalho da boca.

Os sais da saliva neutralizam substâncias ácidas e mantêm, na boca, um pH neutro (7,0) a levemente ácido (6,7), ideal para a ação da ptialina.

 Faringe

Faringe:

A faringe, situada no final da cavidade bucal, é um canal comum aos sistemas digestório e respiratório: por ela passam o alimento, que se dirige ao esôfago, e o ar, que se dirige à laringe. É na faringe que ocorre o fenômeno da deglutição, durante o qual a epiglote fecha a laringe (tubo do aparelho respiratório).

Epiglote:

A epiglote se fixa no osso hióide e na cartilagem tireóide. A epiglote é uma espécie de “porta” para o pulmão, onde apenas o ar ou substâncias gasosas entram e saem dele. Já substâncias líquidas e sólidas não entram no pulmão, pois a epiglote fecha-se e este dirige-se ao esôfago.

Esôfago

 

Movimentos peristálticos:

O esôfago é o canal que liga a faringe ao estômago. Depois de passar pela faringe o bolo alimentar desce ao esôfago, cujas paredes se contraem, ritmicamente, em movimentos peristálticos, empurrando-o para o estômago. A função dos movimentos peristalticos é então, empurrar o alimento para o estômago através da contração da parade musculuar do esôfago.

 

Estômago

 

O bolo alimentar chega no estomago através de um esfíncter, que atua como válvula – A cárdia. O estômago é um órgão, de paredes musculosas, em forma de J, com volume aproximado de 1,5 litros. É revestido, internamente, por uma camada espessa, de muco e pregas, onde se situam as glândulas gástricas. As glândulas gastricas produzem o suco gastrico, um liquido claro e transparente que é constituido de água, ácido cloridrico,muco e enzimas. Normalmente, o estômago demora 2 a 6 horas a esvaziar.  O bolo alimentar é então transformado em quimo, o qual abandona o estômago, através de outro esfíncter, o piloro, passando ao intestino delgado.

O estômago apresenta  duas comunicações: uma superior chamada cárdia, que o comunica ao esôfago e outra inferior, chamada piloro, que o comunica ao intestino delgado.

 

Intestino Delgado

O intestino delgado é um tubo com pouco mais de 6 m de comprimento por 4 cm de diâmetro e pode ser dividido em três regiões: duodeno (cerca de 25 cm), jejuno (cerca de 5 m) e íleo (cerca de 1,5 cm).A porção superior ou duodeno tem a forma de ferradura e compreende o piloro, esfíncter muscular da parte inferior do estômago pela qual este esvazia seu conteúdo no intestino. A digestão do quimo ocorre predominantemente no duodeno e nas primeiras porções do jejuno.

A mucosa do intestino delgado secreta o suco entérico, solução rica em enzimas e de pH aproximadamente neutro. Uma dessas enzimas é a enteroquinase. Outras enzimas hidrolisam dissacarídeos em monossacarídeos (sacarose, lactose, maltose). No suco entérico há enzimas que dão seqüência à hidrólise das proteínas: os oligopeptídeos sofrem ação das peptidases, resultando em aminoácidos.

 

Vilosidades:

Depois de se completarem as hidrolises, o intestino delgado é responsável pela absorção dos nutrientes. Durante esse processo participam as vilosidades e microvilosidades. As vilosidades se localizam na superfície interna, ou mucosa do jejuno e do íleo junto com outras inúmeras dobras maiores. As membranas das próprias células do epitélio intestinal apresentam, por sua vez, dobrinhas microscópicas que são as microvilosidades. Ambas participam do absorvimento dos nutrientes, aumentando a superfície de absorção.

 Fígado

 

O fígado é o maior órgão interno, e é ainda um dos mais importantes. É a mais volumosa de todas as vísceras, pesa cerca de 1,5 kg no homem adulto, e na mulher adulta entre 1,2 e 1,4 kg. Tem cor arroxeada, superfície lisa e recoberta por uma cápsula própria.

Funções do fígado:

  • Secretar a bile, líquido que atua no emulsionamento das gorduras ingeridas, facilitando, assim, a ação da lipase;
  • Remover moléculas de glicose no sangue, reunindo-as quimicamente para formar glicogênio, que é armazenado; nos momentos de necessidade, o glicogênio é reconvertido em moléculas de glicose, que são relançadas na circulação; 
  • Armazenar ferro e certas vitaminas em suas células;
  • Metabolizar lipídeos;
  • Sintetizar diversas proteínas presentes no sangue, de fatores imunológicos e de coagulação e de substâncias transportadoras de oxigênio e gorduras;
  • Degradar álcool e outras substâncias tóxicas, auxiliando na desintoxicação do organismo;
  • Destruir hemácias (glóbulos vermelhos) velhas ou anormais, transformando sua hemoglobina em bilirrubina, o pigmento castanho-esverdeado presente na bile. 

Bile: 

 A bile é um liquido produzido pelo fígado que passa pelos canais hepáticos e chega à vesícula biliar onde é armazenada. Quando o alimento, especialmente o alimento gorduroso, alcança o duodeno, gera a produção de alguns hormônios que estimulam a contração da vesícula, fazendo-a lançar seu conteúdo dentro do duodeno para ajudar na emulsificação das gorduras. Na verdade, a bile atua como um detergente, facilitando a digestão e a absorção das substâncias gordurosas. 

 

 Pâncreas

O pâncreas é uma glândula mista, de mais ou menos 15 cm de comprimento e de formato triangular que se localiza na cavidade abdominal, abaixo do estômago. O pâncreas comporta o pâncreas exócrino e o endócrino. O pâncreas exócrino produz enzimas digestivas, em estruturas reunidas denominadas ácinos. O pâncreas endócrino secreta os hormônios insulina e glucagon, já trabalhados no sistema endócrino.

O suco pancreatico, produzido pelo pancreas, é constituido de  água, enzimas (como a amilase pancreatica) e grandes quantidades de íons bicarbonatos. O pH do suco pancreático varia entre 8 e 8,3. Sua secreção digestiva é responsável pela hidrólise da maioria das moléculas de alimento, como carboidratos, proteínas, gorduras e ácidos nucléicos.

 

Intestino Grosso

O intestino grosso é o local que ocorre a absorção de água, tanto a ingerida quanto a das secreções digestivas. Uma pessoa bebe cerca de 1,5 litros de líquidos por dia, que se une a 8 ou 9 litros de água das secreções. Glândulas da mucosa do intestino grosso secretam muco, que lubrifica as fezes, facilitando seu trânsito e eliminação pelo ânus. 

Medindo cerca de 1,5 m, o intestino grosso divide-se em ceco, cólon ascendente, cólon transverso, cólon descendente, cólon sigmóide e reto. A saída do reto chama-se ânus e é fechada por um músculo que o rodeia, o esfíncter anal. As fibras vegetais, principalmente a celulose, não são digeridas nem absorvidas, contribuindo com porcentagem significativa da massa fecal. Como retêm água, sua presença torna as fezes macias e fáceis de serem eliminadas.

O ceco, que fica logo abaixo da entrada do intestino grosso, tem uma pequena projecção vermiforme , o apêndice. O apêndice desempenha um papel na imunidade do sistema imunitário do organismo, estando sujeito a inflamação dolorosa – apendicite. O cólon é composto por três partes : cólon ascendente, cólon transverso e cólon descendente. No intestino grosso existe um grande número de bactérias , que constituem a flora intestinal. Essas bactérias sintetizam vitaminas K e algumas do complexo B, e absorvem as substâncias não digeridas, como a celulose.

III- Digestão

Nomes que o alimento recebe – Processo de Origem – Local

 

Bolo alimentar → Mastigação → Boca

Quimo → Quimificação → Estômago

Quilo → Quilificação → Intestino Delgado

Úlcera x Gastrite

A Úlcera é caracterizada por uma pequena área de tecido estomacal que perdeu suas camadas superiores da mucosa (primeira camada de pele do estômago), formando-se aí uma escavação ou a ferida propriamente dita.

As úlceras são semelhantes , quanto à forma, às aftas da boca , havendo a tendência de serem mais profundas , não curando rapidamente .

A úlcera duodenal (primeira porção do intestino delgado) manifesta-se com dores geralmente nas primeiras horas da manhã, sendo aliviada com a ingestão de leite.

A úlcera gástrica (porção do estômago) é caracterizada por náuseas após ingestão de um alimento e , estas dores podem ser localizadas com precisão ,ao passo que as outras dores (não originadas do estômago) tendem a ser mais difusas .

A gastrite seria somente a inflamação da mucosa estomacal, não havendo a formação de feridas (úlceras) no estômago ou duodeno (primeira porção do intestino delgado).

Além dos problemas de estresse (excessos físicos e mentais) , fumo , medicamentos em excesso, álcool e vômitos freqüentes, a nova descoberta é de que uma nova bactéria chamada Helicobacter pylori encontra-se presente na maioria dos pacientes com gastrite e úlceras .

Estima-se que 40% da população mundial seja portadora desta bactéria .Em geral a contaminação ocorre já na infância .

Ela pode ser transmitida por contatos próximos e é mais comum em grandes famílias morando em casas pequenas.

No entanto, a maioria não apresenta sintomas , mas cerca de 10%dos infectados vão desenvolver uma úlcera ou gastrite .

Como se trata de uma infecção ,na maioria das vezes , o tratamento é feito durante uma semana através de antibióticos receitados por um médico gastro-enterologista .


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